Brasileiros carregam R$ 161 bilhões no bolso



Literalmente. As notas de real que circulam pela economia do Oiapoque ao Chuí, sejam elas novas ou velhas, já chegam a R$ 161 bilhões, ou 4% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Banco Central (BC). Nem mesmo durante o auge do período inflacionário, quando o governo era obrigado a emitir dinheiro rapidamente para compensar a perda de valor da moeda, havia tantas cédulas em uso no país. Não passavam de 0,8% do PIB em 1993. A expectativa é que, dentro de cinco anos, o Brasil chegará aos índices dos Estados Unidos e União Europeia e movimentará nada menos que 6% do PIB em dinheiro em espécie.
A estabilidade econômica, a queda dos juros, a ascensão de mais de 30 milhões de pessoas à classe média e o acesso cada vez mais disseminado ao sistema financeiro estão por trás desses números. Por sinal, o BC prepara uma verdadeira estratégia de guerra para manter abastecidos os caixas automáticos dos bancos por todo o país durante a Copa e as Olimpíadas. A ideia é promover uma grande campanha bilíngue contra a falsificação de dinheiro, mostrando também aos gringos como reconhecer as notas verdadeiras. Os anúncios com as de R$ 10 e R$ 20 saem ainda este ano.

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