Um vídeo gravado por um detetive particular mostra Marcos Kitano
Matsunaga, de 41 anos, diretor executivo da Yoki, uma das maiores
empresas do ramo alimentício do país, em companhia de uma mulher em um
restaurante de São Paulo um dia antes de ser morto.
A mulher do executivo, Elize Matsunaga, de 30 anos, havia contratado o
detetive para seguir o marido. Ela confessou ter atirado em Marcos e
esquartejado o corpo.
Veja o site do Fantástico
O vídeo obtido com exclusividade pelo Fantástico mostra o executivo
saindo de um restaurante com uma mulher. Ele a abraça enquanto espera o
manobrista trazer o carro.
No dia da gravação, Elize estava viajando para o Paraná, onde mora a
mãe. Desconfiada, ela contratou o detetive para seguir o marido enquanto
ela estivesse fora de São Paulo.
As cenas gravadas pelo detetive teriam provocado a discussão que
terminou com o assassinato do executivo.
Discussão
Elize disse, em depoimento à polícia, que o marido ficou irritado com a
"audácia dela de colocar um detetive atrás dele com o dinheiro dele" e a
chamou de "vadia e vaca". Segundo Elize, ele ficou nervoso, se
levantou e deu um tapa no rosto dela. A jovem contou que o marido
ameaçou "sumir com a filha" e interná-la "para que ela não levasse a
filha para longe dele".
Foi nesse momento que Elize afirma ter apontado uma pistola 380 que
estava em uma cômoda da sala para a cabeça do marido. Ela relatou que o
marido "começou a rir e a chamá-la de fraca e burra" e que voltou a
ameaçá-la: "Disse que a vara da família ia saber que ela era prostituta e
que ela não tinha condições de ficar com a filha".
Dez horas depois do crime, ela cortou o corpo de Marcos em pedaços.
Por volta das 11h do dia seguinte, Elize aparece no elevador de serviço,
com três malas, e deixa o prédio na Vila Leopoldina, na Zona Oeste de
São Paulo. Ela disse à polícia que iria para o Paraná, mas resolveu
voltar. Os pedaços do corpo de Marcos foram jogados em cinco lugares
diferentes na região de Cotia. As malas foram jogadas em uma caçamba e a
faca, na lixeira de um shopping. Doze horas depois de sair de casa, ela
reaparece nas imagens do elevador do prédio.
Empregada relata pedido incomum
Quando Elize voltou para casa, no domingo à noite, uma das três
empregadas do casal, estava no apartamento. A funcionária diz que não
notou nada diferente quando chegou, mas que, no dia seguinte, Elize fez
pedidos incomuns.
“Lavar os lençóis, lavar o cobertor, tirar capa de edredom. Aí eu falei
pra ela ‘dá pra esperar um pouquinho mais tarde?’ Ela falou: ‘Não,
vamos tirar agora.’ Aí eu fui até o quarto com ela e tirei”, contou.
A mulher diz que notou a ausência do executivo e perguntou pelo patrão.
"Eu coloquei a mesa do café, ela tomou café, eu perguntei: ‘O seu Marcos
não vai tomar café?’ Ela falou: ‘Não, ele não dormiu em casa’. Aí
chegou a hora do almoço, eu coloquei dois lugares como sempre. Aí ela
almoçou, tornei a fazer a pergunta. ‘Ele não vem almoçar?’ ‘Não, ele não
vem almoçar’. Na hora da janta eu fiz a mesma pergunta: ‘Eu coloco dois
lugares ou um?’ ‘Não, coloca os dois, de repente ele aparece pra
almoçar, pra jantar.’ E aí ele não apareceu, e a gente parou de fazer
pergunta.”
Segundo a empregada, dois dias depois, diante de mais perguntas, Elize
afirmou que achava que o marido havia sido sequestrado.
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G1
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