Henrique Alves protege Veja que protege Henrique Alves
Todos
sabem que foi a bancada de quatro deputados do PMDB na CPI do Cachoeira
que evitou a convocação do jornalista Policarpo Jr de “Veja” para depor
na CPI.
O grupo atendeu aos apelos do deputado Henrique Eduardo
Alves, líder do partido na Câmara. É o que diz o jornalista Leandro
Fortes na CARTA CAPITAL desta semana.
Acordo de cavalheiros. Ou de
mafiosos. “Alves pretende ser o próximo presidente da Câmara, o que
dificilmente conseguirá, se virar alvo de uma campanha na mídia, Veja à
frente”, lembra Fortes.
Segue abaixo, na íntegra, a reportagem cujo título é “Os protetores do antijornalismo”:
Na
terça-feira 14, de posse de uma análise preparada por técnicos da CPI
do Cachoeira a partir de interceptações telefônicas e documentos da
Polícia Federal, o deputado Dr. Rosinha (PT-PR) estava pronto para um
embate e tanto: requerer a convocação do jornalista Policarpo Jr.,
diretor da revista Veja em Brasília. Seria a segunda tentativa da CPI de
ouvir Policarpo, mas o PT decidiu retirar o assunto de pauta, por
enquanto, até conseguir convencer o PMDB a participar da empreitada.
Antes, o senador Fernando Collor (PTB-AL) havia tentado sem sucesso
convocar o jornalista.
O documento de mais de cem páginas
elaborado por técnicos da CPI, publicado em seus principais detalhes na
edição passada deCartaCapital, prova de diversas maneiras a ligação de
Policarpo Jr. com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, a quem o diretor da
semanal da Editora Abril chegou a solicitar um grampo ilegal contra o
deputado Jovair Arantes (PTB-GO).
Na segunda-feira 13, um dia
antes da data prevista para Dr. Rosinha se manifestar, uma tensa reunião
ocorrida na casa do deputado Jilmar Tatto (SP), líder do PT na Câmara,
tornou possível dimensionar a força do lobby da Abril sobre a bancada de
quatro deputados do PMDB na comissão. O grupo atendia aos apelos do
vice-presidente da República, Michel Temer, presidente do partido, e do
deputado Henrique Eduardo Alves, líder da sigla na Câmara.
Constrangidos,
incapazes de articular uma desculpa coerente, os peemedebistas da CPI
continuam a negar apoio ao PT na empreitada. Na reunião, voltaram a se
prender à falsa tese dos riscos da convocação à “liberdade de imprensa”
no País. Eram eles os deputados Luiz Pitiman (DF) e Iris de Araújo (GO) e
os senadores Sérgio de Souza (PR) e Ricardo Ferraço (ES).
Não há,
obviamente, nenhuma relação entre um jornalista depor em uma CPI e um
suposto atentado à liberdade de imprensa. No caso de Policarpo Jr., o
argumento soa ainda mais esdrúxulo, uma vez que o jornalista já depôs na
Comissão de Ética da Câmara, em 22 de fevereiro de 2005, no processo de
cassação do ex-deputado André Luiz (PMDB-RJ). Continuar lendo
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