São Paulo - Os clientes do Bradesco
poderão fazer saques nos caixas eletrônicos sem precisar usar o cartão
do banco a partir do final do mês de outubro. No lugar do cartão, os
correntistas usarão a palma da mão para fazer as transações em
equipamentos de autoatendimento com leitores biométricos.
Segundo
Candido Leonelli, diretor executivo do Bradesco, 90% da base de 34 mil
caixas eletrônicos do Bradesco no país conta hoje com um sensor capaz de
identificar o mapa das veias da mão do usuário. O sistema já era usado
há alguns anos como substituto do cartão de senhas numéricas. Agora,
poderá ser usado no lugar dos cartões de débito.
“Quase
metade dos nossos 26 milhões de correntistas já têm o mapa das veias da
mão cadastrado. Eles estarão aptos a fazer saques e consultas sem a
necessidade do cartão”, afirma Leonelli. O executivo lembra que quem
ainda não faz o cadastro da palma da mão poderá procurar uma agência do
banco para realizá-lo. “Temos 9 mil sensores biométricos nas agências
para fazer o registro”, diz. O
Bradesco investiu cerca de 40 milhões de dólares em sistemas de
biometria nos últimos cinco anos. Um dos objetivos foi melhorar a
agilidade nas transações – o banco chega a ter 3,8 milhões de consultas e
saques em seus caixas eletrônicos por dia. Segundo o instituição
financeira, um saque com biometria leva 25 segundos para ser feito, 70% a
menos do que no método tradicional. Um tempo menor implica em menos
filas na agência e, futuramente, uma quantidade menor de caixas
eletrônicos.
O
principal incentivo, no entanto, é a melhora na segurança das
transações. Hoje, mais de 92% das operações de clientes do banco ocorrem
em sistemas digitais de autoatendimento, como a internet e os caixas
eletrônicos. Segundo dados da Federação Brasileira dos Bancos, as perdas
dos bancos com fraudes eletrônicas aumentaram 60% em 2011. O prejuízo
total das instituições foi de R$ 1,5 bilhão.Com a biometria, é possível
reduzir as perdas com golpes em caixas eletrônicos que fazem e leitura
do cartão e da senha numérica do usuário, conhecido vulgarmente como
chupa-cabra. Nele, um aparelho instalado clandestinamente no caixa lê os
dados do cartão do correntista, enquanto uma microcâmera capta a senha
numérica. Agora, sem a mão do cliente, ficará impossível fazer uma
transação.
“Conseguimos
diminuir a fraudes em caixas eletrônicos em 45% com o uso de biometria.
A expectativa é que esse tipo de golpe deixe de existir quando tivermos
toda nossa base de clientes cadastradas”, afirma Leonelli. O Bradesco
pretende ter 100% dos clientes e agências com a tecnologia de biometria
até o final de 2013. Exame.com
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