O promotor Henry Wagner e a juíza Marixa Rodrigues
Foto: Pedro Vilela/Futura Press
Ingrid Guimarães, noiva de Bruno, na sala onde o ex-goleiro é julgado
Foto: Pedro Vilela/Futura Press
José Arteiro (terceiro da esquerda para a direita), advogado da família de Eliza Samudio
Foto: Pedro Vilela/Futura Press
Rui Pimenta, um dos representantes do ex-goleiro Bruno, antes do início da sessão do primeiro dia de julgamento
Foto: Pedro Vilela/Futura Press
Juíza Marixa Rodrigues na sala onde Bruno, Bola, Macarrão, Dayanne Rodrigues e Fernanda Gomes são julgados
Foto: Pedro Vilela/Futura Press
Movimentação na sala onde os réus são julgados
Foto: Pedro Vilela/Futura Press
Sônia Moura, mãe de Eliza Samudio, acompanha o julgamento em Minas Gerais
Foto: Flávio Tavares/Hoje em Dia/Futura Press
Manifestantes colocam cruzes com nomes de mulheres assassinadas em frente ao fórum
Foto: Flávio Tavares/Hoje em Dia/Futura Press
Movimentação de policiais em frente ao fórum, onde é realizado o julgamento de Bruno e mais quatro réus
Foto: Futura Press
Ércio Quaresma , advogado de defesa do Bola, na chegada ao fórum em Contagem (MG)
Foto: Futura Press
Ingrid Guimarães, noiva do ex-goleiro Bruno na chegada ao Fórum Criminal de Contagem, na Grande Belo Horizonte, em Minas Gerais
Exatamente três horas depois de o horário
previsto, a juíza Marixa Fabiane Lopes deu início à sessão de
julgamento do goleiro Bruno Fernandes pelas acusações de sequestro,
cárcere privado, assassinato e ocultação de cadáver de sua ex-amante
Eliza Samudio, de 24 anos. Mas os tumultos que marcaram toda a manhã
desta segunda-feira (19) no Tribunal do Júri de Contagem, na região
metropolitana de Belo Horizonte, voltaram a ocorrer assim que foram
abertos oficialmente os trabalhos.
O advogado Ércio Quaresma e os outros defensores do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, deixaram o plenário criticando a "falta de imparcialidade" dos trabalhos. A Justiça já havia antecipado esse tipo de estratégia da defesa e antecipadamente notificou a Defensoria Pública para que representantes do órgão se inteirassem do processo e ficassem à disposição para evitar o adiamento do julgamento diante de ações do tipo. Mas, após a atitude da defesa de Bola, os demais advogados pediram para se reunir para decidir o que fazer e a sessão foi novamente suspensa.
Pelas decisões da juíza, que decidiu excluir sete jurados porque eles
haviam participado de um julgamento anterior de um dos réus - Marcos
Aparecido dos Santos, o Bola - ela concedeu 20 minutos para cada equipe
de defesa manifestar seus questionamentos. Todos declararam cerceamento
de defesa. Desta forma, ela está perguntando a cada grupo de advogados
quem deseja continuar. As defesas de Bola e Macarrão saíram. As equipes
de Bruno e Dayanne decidem ficar por enquanto. Quando Carla Silene
(defesa de Fernanda) foi chamada, ela pediu intervalo para reunir-se com
seus colegas. A juíza suspendeu a sessão por 1h para almoço.
Além de Bruno, será julgado pelos mesmos crimes seu amigo Luiz Henrique
Ferreira Romão, o Macarrão; Bola, acusado do assassinato e ocultação de
cadáver da jovem; a ex-mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues do Carmo,
processada pelo sequestro e cárcere privado do bebê que Eliza teve com o
jogador; e outra ex-namorada do atleta, Fernanda Gomes de Castro,
acusada do sequestro e cárcere privado da criança e da mãe.
O julgamento estava previsto para iniciar às 9 horas, mas a manhã no
plenário foi marcada por discussões provocadas principalmente por
Quaresma. Depois de um princípio de tumulto com o colega Rui Pimenta,
defensor de Bruno, e questionar a composição dos jurados que seriam
sorteados para o julgamento, Quaresma voltou a se envolver em mais duas
discussões com Marixa.
Antes da decisão de deixar o plenário, ele já havia protagonizado um
bate-boca com a magistrada ao exigir acesso às mídias com depoimentos de
testemunhas. A juíza determinou que esse material poderia ser assistido
em equipamento do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), mas a
defesa de Bola alega não ter tido acesso aos interrogatórios.
Os advogados chegaram a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para
adiar o julgamento, mas o pedido foi negado pelo ministro Joaquim
Barbosa. Segundo Marixa, o material só pode ser assistido em equipamento
do TJ-MG para preservar a imagem das testemunhas, já que os
interrogatórios estão em áudio e vídeo. "Tem dois anos que o processo
está em curso. A defesa poderia ter marcado minuto a minuto os trechos",
argumentou a magistrada.
* Com AE
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